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Como Prevenir Incêndios Causados por Instalações Elétricas

Como Prevenir Incêndios Causados por Instalações Elétricas


                     Como Prevenir Incêndios Causados por Instalações Elétricas

Segundo a Associação Brasileira de Conscientização para os Perigos da Eletricidade (Abracopel), os incêndios causados por instalações elétricas são os tipos mais comuns. Tanto para empresas como residências, os cuidados com os circuitos elétricos são fundamentais, não só para a prevenção de incêndios como também choques elétricos.

As redes elétricas necessitam de manutenções preventivas periódicas. Isso é necessário devido ao desgaste da fiação com o tempo, bem como desatualização de componentes. O mau funcionamento das instalações elétricas contribui grandemente para o início de um incêndio. E na maioria das vezes, essas categorias de acidentes são difíceis de serem contidas.

Seguindo a NBR 5410, que regulamenta instalações elétricas de baixa tensão, o Corpo de Bombeiros faz um trabalho de conscientização para a manutenção adequada das redes elétricas de modo a evitar acidentes. Mas, infelizmente, muitas residências e estabelecimentos comerciais ignoram tanto as normas como as boas práticas que podem prevenir contra grandes tragédias.

E para saber os meios de prevenção de incêndios causados por instalações elétricas, é importante conhecer os gatilhos que iniciam esses tipos de acidentes. Acompanhe a seguir as principais causas de incêndios por falhas na rede elétrica.

O que contribui para incêndios causados por instalações elétricas?

Instalações elétricas que apresentam defeitos ou não estão em bom estado para operarem são as principais causas de incêndios em residências e empresas. E as causas são variadas, que vão desde a falta de manutenção como a má utilização dos recursos elétricos. Veja algumas:

Instalações elétricas com defeito ou sem manutenção

Muitas redes de energia apresentam desgastes como fio desencapados, disjuntores com defeito ou ultrapassados. Este último caso ocorre com frequência em residências antigas que não possuem o disjuntor residual (DR) instalado. Esse é um recurso que suspende o fornecimento de eletricidade em casos de falhas e vazão de energia. Porém, instalações que não passaram por atualização podem não contar com esse recurso de segurança.

Sobrecarga de energia

Alguns tipos de equipamentos podem sobrecarregar a rede de energia, causando um curto-circuito que pode originar incêndios. Isso ocorre por incompatibilidade na voltagem do maquinário ou até mesmo por mau funcionamento. É interessante lembrar que equipamentos antigos ou com falhas, principalmente na parte elétrica, são fortes gatilhos para iniciarem um incêndio a partir de um curto.

Isso pode ocorrer tanto em residências, que possuem inúmeros equipamentos eletrônicos, como em parques fabris, que utilizam maquinário movido a energia elétrica. Um bom exemplo de incêndio causado por sobrecarga de energia foi o Ninho do Urubu, do Clube do Flamengo, no Rio de Janeiro em 2019.

Utilização indevida de “Ts” e tomadas

É muito comum em residências, e até mesmo empresas, a utilização dos chamados “Ts”, dispositivos que permitem a conexão de mais de um equipamento. O problema é que com a quantidade excessiva de aparelhos ligados, ou ainda há aqueles que conectam “Ts” em outros “Ts”, eles podem sofrer sobrecarga, gerando curtos e incêndios.

Falta de cuidados com lâmpadas ou aparelhos aquecedores

Muitos incêndios causados por instalações elétricas iniciam pelo uso inadequado de lâmpadas e aquecedores. No caso de lâmpadas, sua utilização em uma voltagem incompatível com a rede elétrica pode causar curtos e consequentemente, foco de fumaça.

Outro fator é uso de aquecedores próximos a tecidos, como, por exemplo, cortinas. O contato direto pode gerar fagulhas e a propagação de chamas. Esse tipo de acidente pode ser difícil de ser contido e coloca o local e a vida dos envolvidos em risco.

Negligência

Infelizmente, a negligência é outra grande contribuinte para incêndios causados por instalações elétricas. A utilização de produtos de baixa qualidade e que não correspondem às normas exigidas para realizar a implantação das redes de eletricidade podem dar origem a curtos-circuitos e incêndios de grandes proporções.

Para ter economia na operação e maior lucro, muitos estabelecimentos comerciais ficam susceptíveis a falhas elétricas graves e incêndios. Um bom exemplo disso é a utilização de mangueiras em vez de eletrodutos, componentes apropriados para a condução segura da eletricidade. Na verdade, esse é tipo de economia é inconveniente, que não agrega valores ao imóvel e sim, o deixa desprotegido.

Manter o bom funcionamento das redes elétricas é fundamental para garantir não só sua eficiência como a segurança do ambiente. Para tanto, é possível seguir uma série de boas práticas que vão manter a integridade de empresas e residências e das pessoas envolvidas nesse contexto.

Como realizar a prevenção de incêndios causados por instalações elétricas?

O Corpo de Bombeiros do Estado de Minas Gerais disponibiliza em seu site uma série de dicas de segurança para prevenção de incêndios causados por instalações elétricas. São dicas simples, mas que podem ser aplicadas tanto em residências como em ambientes empresariais. Além desse, existem outros fatores de prevenção contra incêndios por instalações elétricas.

·         Manutenções preventivas e corretivas periódicas

É importante solicitar a visita de um eletricista capacitado para a revisão periódica da rede elétrica. Durante essa ação, é possível corrigir falhas, manter componentes em bom estado e realizar atualizações de dispositivos. Além da rede de distribuição, é importante também verificar tomadas que apresentem defeitos ou problemas de mau contato. Esses pontos, se não observados, podem ser foco de curto-circuito.

·         Aterramento

Um bom sistema de aterramento pode evitar sobrecarga da rede elétrica e evitar curtos. É um processo que direciona o fluxo excedente de energia para a terra. Dessa forma, é possível ligar diversos equipamentos sem sobrecarregar a rede, gerando fluxos de energia que podem causar curtos e fagulhas para incêndios.

·         Evitar a utilização de “Ts” para ligar vários aparelhos

Como dissemos anteriormente, os “Ts” podem sofrer sobrecarga quando estão ligados a diversos aparelhos. O ideal é distribuir esses equipamentos em tomadas. Outra opção é utilizar os filtros de linha. Além de preservar o equipamento de sobrecarga em casos de falta de energia, ele também evita curtos-circuitos que podem originar incêndios.

·         O barato que pode sair caro

No momento de implementar o projeto de energia, é imprescindível trabalhar com produtos de qualidade e que correspondem às normas exigidas. Além disso, é preciso selecionar profissionais altamente qualificados para que seja realizado um serviço de excelência. Instalações malfeitas, ou as chamadas “gambiarras”, podem ser gatilhos para incêndios causados por instalações elétricas.

O profissional eletricista precisa ter conhecimento das normas exigidas e dos critérios de segurança para que toda a rede elétrica seja instalada com precisão e eficiência. Esse profissional também precisa ter perícia para indicar as melhores soluções que vão cumprir seu papel na distribuição segura de eletricidade.

Essas são medidas que podem salvar vidas e são muito simples de serem praticadas. Principalmente na época em que vivemos, com a utilização de inúmeros equipamentos elétricos, é preciso trabalhar com uma rede de alta eficiência. Sejam para empresas ou residências, as ações de prevenção a incêndios causados por instalações elétricas devem se tornar algo obrigatório. Tanto para a preservação do ambiente como para pessoas.

Fonte: www.skyfire.com.br

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