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Incêndios gerados por curtos-circuitos

Incêndios gerados por curtos-circuitos


IFC/COBRECOM reforça a importância de realizar regularmente a revisão da instalação elétrica

De acordo com a empresa, o serviço é um investimento que garante a segurança das pessoas e do patrimônio

São Paulo, 11 de março de 2019 – Estatísticas da Abracopel (Associação Brasileira de Conscientização para os Perigos da Eletricidade) revelam que o número de acidentes de origem elétrica (choques elétricos, incêndios gerados por curtos-circuitos e descargas atmosféricas) aumentou em 2017.

Segundo o estudo da entidade, somente no ano passado ocorreram 1.387 acidentes contra 1.319 de 2016.

Além disso, houve um aumento de 33,6 % entre 2013 (o primeiro ano em que a Abracopel realizou esse levantamento) e o ano passado.

Ainda de acordo com as estatísticas da Abracopel, em 2017 627 pessoas perderam a vida em acidentes provenientes do choque elétrico, 30 morreram em incêndios gerados por curtos-circuitos e 45 por descargas atmosféricas.

E um dos pontos mais alarmantes é que 218 das vítimas fatais por choque elétrico perderam a vida em ambientes residenciais.

Entre as principais causas desses acidentes estão as sobrecargas nos circuitos elétricos, o grande número de instalações elétricas antigas, o excesso de equipamentos ligados em uma mesma tomada e a falta de manutenção.

“Por isso, para ter a instalação elétrica sempre segura, funcionando corretamente e com menores riscos de choques elétricos, de sobrecargas ou curtos-circuitos é fundamental fazer revisões periódicas de todos os seus componentes”, alerta Paulo Alessandro Delgado, gerente de marketing da IFC/COBRECOM.

Com ela é possível avaliar o estado de conservação do quadro de luz, dos fios e cabos elétricos, das tomadas e interruptores, dos disjuntores e dos dispositivos DRs, entre outros.

Hilton Moreno, engenheiro eletricista, professor e consultor da IFC/COBRECOM revela que, de um modo geral, recomenda-se que a inspeção preventiva da instalação elétrica residencial seja feita pela primeira vez 10 anos após o imóvel ficar pronto, mesmo que o local não tenha sofrido qualquer tipo de problemas com a rede elétrica. Isso, claro, se não houver nenhuma ocorrência com a instalação elétrica no meio do caminho, o que recomendaria uma revisão antes dos 10 anos.

Depois deve ser realizada a cada cinco anos e vale lembrar que é importante que esse tipo de serviço seja realizado por profissionais habilitados e qualificados como engenheiros eletricistas, tecnólogos ou técnicos eletrotécnicos”, completa o profissional. 

De acordo com Rosevaldo Toaliari, supervisor de desenvolvimento de produtos e processos da IFC/COBRECOM, além da segurança da instalação, uma boa revisão dos componentes elétricos detecta qualquer eventual problema como a degradação e o aquecimento dos condutores elétricos, que podem resultar em aumento no consumo de energia e até mesmo curtos-circuitos.

Como é feita a avaliação

Para a segurança do profissional que irá executar a tarefa, qualquer inspeção na rede elétrica de um imóvel deve ser realizada com a energia desligada.

“Deve ser feita uma revisão completa no quadro de entrada e em suas conexões e disjuntores, quadros internos, tomadas e interruptores, checar o estado da isolação dos fios e cabos e se eles possuem o cobre oxidado”, afirma Toaliari.

Moreno explica que o ideal é que em cada inspeção o engenheiro eletricista tenha em mãos o projeto elétrico da instalação como ela foi realizada, conhecido como projeto “as built”.

Além disso, devem ser realizadas avaliações visuais em todos os componentes da instalação elétrica.

Segundo Moreno, o estado de conservação e limpeza dos quadros de luz são determinantes para saber se haverá a necessidade ou não de uma atualização da instalação elétrica.

O profissional lembra que o excesso de sujeira, principalmente quando existe poeira metálica nos quadros, aumenta os riscos de incêndios e choques elétricos.

 “Ao verificar um quadro de luz, o engenheiro eletricista checa itens básicos como ausência da porta, se há ou não a tampa que evita com que as pessoas toquem nos componentes elétricos e fará uma análise minuciosa do estado de conservação dos condutores elétricos, entre outros”, completa.

Toaliari explica que também deve ser feita uma avaliação de como estão distribuídos os circuitos elétricos.

“A instalação deve ser distribuída por disjuntores e dividida por partes, ou seja, um circuito para cada chuveiro, outros circuitos para as tomadas e outros para os interruptores, entre outros. E dependendo do tamanho do imóvel, maior será a quantidade de circuitos que devem ser distribuídos”, ressalta Toaliari.

Além disso, deve ser avaliado se os fios e cabos estão corretamente conectados aos disjuntores e checar se há manchas ou desbotamento nos fios e cabos, que representam que os mesmos estão com sobrecarga.

“Também é analisado se os fios e cabos não possuem trincas e fissuras, além do cobre oxidado, pois caso contrário devem ser trocados”, diz Toaliari.

Tomadas e interruptores também não devem ser esquecidos. O profissional deve avaliar nesses componentes se eles estão bem conectados e se os fios e cabos não estão degradados.

Já no caso dos chuveiros elétricos é preciso olhar se a seção nominal dos condutores elétricos é a mais indicada para o aparelho, se há um circuito exclusivo para ele, se a sua rede está conectada a um DR e se as emendas dos fios ou cabos estão bem feitas.

Imóveis com mais de 20 anos

São os casos que necessitam de mais atenção e cuidados, já que as instalações elétricas mais antigas possuem o envelhecimento natural dos materiais.

Outro problema é que os aparelhos usados antigamente, como os chuveiros, tinham potências muito menores que os atuais e a troca por um modelo mais moderno pode resultar em sobrecargas na fiação, quedas constantes da energia, fugas de corrente, entre outros.

Além disso, eram poucos os imóveis que tinham máquinas de lavar louças, micro-ondas, aparelhos para climatizar o ambiente, freezers, entre outros.

De acordo com Toaliari, eletrodomésticos modernos em imóveis antigos provocam quedas constantes dos disjuntores, aquecimento da rede elétrica e um maior consumo de energia elétrica a cada mês.

“Além da avaliação citada acima, deve ser feito um estudo de adequação da instalação, na qual é feito um levantamento de cargas que indica o que deve ser feito. Geralmente, em imóveis com mais de 20 anos é preciso fazer novo dimensionamento da instalação e uma troca quase que completa dos componentes”, afirma Moreno.

Toaliari lembra que é proibido fazer qualquer tipo de improvisação ou instalações provisórias, pois os resultados serão as sobrecargas na rede que provocarão curtos-circuitos.

Quadros de madeira

As normas técnicas não proíbem o uso desse tipo de material, mas, segundo Hilton Moreno o grande problema da madeira é que se ela não tiver tratamento contra cupim, partes podem se desfazer quando atacado pelo inseto, comprometendo a fixação dos componentes e, consequentemente, a segurança da instalação elétrica.

Fusível rolha

Desde 2004, esse produto, que era muito utilizado antigamente na área residencial, não pode ser usado em instalações elétricas novas. “Eles ainda continuam a venda no mercado, mas só devem ser usados para a reposição e precisam ter certificação do Inmetro, ou seja, se o imóvel antigo precisa ter nova instalação elétrica, o fusível deve ser substituído pelo disjuntor ou por outro modelo de fusível permitido pela norma de instalações”, conclui Moreno.

IFC/COBRECOM: (11) 2118-3200 - 0800-7023163 -  www.cobrecom.com.br        

Informações para imprensa: Marcos Guaraldo:  imprensa.cobrecom@gmail.com