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Prédio comercial desaba após incêndio na região central de São Paulo

Prédio comercial desaba após incêndio na região central de São Paulo


Prédio que desabou após incêndio no Pari não tinha AVCB - AUTO DE VISTORIA DO CORPO DE BOMBEIROS.

 

O prédio comercial que desabou após incêndio no Pari, região central de São Paulo, na noite desta sexta-feira, 28, não tinha Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros (AVCB). O imóvel estava vazio no momento em que o fogo começou, mas dois bombeiros que trabalhavam no combate às chamas acabaram feridos.

O tenente Carneiro sofreu queimaduras graves nos braços e no pescoço, próximo às vias aéreas, e foi socorrido ao Hospital das Clínicas. Ele está internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), com estado de saúde estável, e deve passar por tomografia.

Comandante do Posto de Bombeiros de Campos Elísios, também no centro, Carneiro também é atuou no rescaldo do edifício Wilton Paes de Almeida, no Largo do Paiçandu, que ruiu após um incêndio, em maio, e matou ao menos sete pessoas. 

Desta vez, 26 equipes dos bombeiros foram acionadas para o atendimento emergencial no Pari. "Tenente Carneiro estava no terceiro pavimento, usando todo material de proteção, mas recebeu uma onda de calor muito forte", diz o capitão Marcos Palumbo, porta-voz da corporação. 

A outra vítima foi o cabo Tiago, que sofreu queimadura leve nos dedos da mão. Ele chegou a ser levado para o Hospital Mandaqui, na zona norte, mas já recebeu alta. 

Por causa das chamas, parte do prédio, localizado na Rua Carnot, despencou. Imagens da TV Globo mostram o momento em que os andares superiores desabam. Não havia ninguém no interior do prédio no momento do colapso da estrutura.

Segundo Palumbo, o andar superior estava "entupido" de materiais que facilitaram o espalhamento do fogo. "Havia muito tecido, roupa, materiais plástico. Tinha até manequim", afirma. "Também estavam estocados de maneira irregular, obstruindo saídas."

Por causa das lojas de roupa, é comum haver incêndios na região, diz o porta-voz dos Bombeiros. Autoridades da Prefeitura e da corporação estão avaliando os danos causados ao imóveis próximos. Ainda não há informações sobre as causas do incêndio.

Fonte: O Estado de S.Paulo

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